Ofício de Típica
Ss Melânia, a Romana (†410) e Vital, Orfanotrófos.
Modo 8
Melânia (a avó de Melania, a jovem) foi uma patriota, casada com Valério Máximo, prefeito de Roma no ano de 362. Aos 22 anos de idade ficou viúva e mudou-se para a Palestina, deixando seu filho Publicola aos cuidados de tutores. Na Palestina, fundou um monastério em Jerusalém com 50 moças que se consagraram ao serviço de Deus. No monastério, Melania se entregou a uma vida austera, de orações e de caridade. Tempos depois seu filho Publicola chegou a ocupar um posto no senado romano e se casou com Albina, uma cristã, filha de Albino, um sacerdote pagão. Do casamento de Albina com o filho de Melânia, Senador Publicola, nasceu Melania, a jovem, criada e educada na fé cristã por sua mãe, na luxuosa residência do senador Publicola, cristão também, mas demasiado ambicioso para ocupar-se de sua fé. Desejando ter um herdeiro varão a quem pudesse deixar toda a sua fortuna e para que perpetuasse o aristocrático nome de sua família, Publicola prometeu sua filha, a jovem Melania, em casamento a Valério Piniano, um parente seu que era filho de Valério Severo. Porém, a jovem Melania desejava conservar sua virgindade para consagrar-se por inteiro a Deus. Quando seus pais souberam desse desejo de Melania, se opuseram veementemente e trataram de apressar seu casamento. Assim, no ano de 397, quando Melania, a jovem, acabava de completar 14 anos de idade, casou-se com Piniano que, então, tinha 17 anos. A jovem, casada contra sua vontade e descontente com o ambiente licencioso e libertino que reinava em torno de si, suplicou ao seu marido que levasse uma vida de completa continência. Porém, Piniano não aceitou seu pedido e, tempos depois, veio ao mundo seu primeiro filho: uma menina que morreu depois de um ano de idade.
Mesmo tendo já passado algum tempo, o desejo de Melania de consagrar-se inteiramente a Deus não tinha mudado e, corajosamente, pediu para que de desincumbir de seu casamento. Seu pai então tomou medidas severas, proibindo os contatos de pessoas religiosas com a filha, para evitar que fomentassem nela o desejo de afastar-se da vida social luxuosa que sua filha desfrutava. Nas vésperas da festa de São Lourenço do ano 399, o senador proibiu que sua filha fosse a Basílica, pois estava grávida. Mesmo assim, Melania permaneceu durante toda a noite em oração, ajoelhada em seu quarto. Pela manhã, assistiu a missa na Igreja de São Lourenço e ao regressar para a sua casa, com grandes dificuldades deu à luz a um menino prematuro que veio a falecer no dia seguinte. Melania esteve durante muito tempo entre a vida e a morte. Seu esposo Piniano, que a amava sinceramente, fez um juramento: se ela se salvasse, deixaria em absoluta liberdade para servir a Deus, assim como sempre quis. Pouco depois, Melancia curou-se e seu marido cumpriu então a promessa. No entanto, seu pai Publicola se opunha a isso. Melania viveu ainda mais 5 anos naquela condição de casada, que tanto lhe desagradava. Publicola caiu gravemente enfermo e, antes de entrar na agonia da morte, deixou todos os seus bens a sua filha Melania, não sem antes pedir-lhe perdão por ter se oposto à vocação celestial de sua filha. Albina, a mãe de Melania, a jovem, e Piniano, seu marido, não apenas aceitaram a nova vida de Melania, como a ajudaram. Os três abandonaram Roma e foram morar em uma casa de campo, longe da cidade. Piniano não estava plenamente convertido e durante muito tempo insistiu em vestir os ricos trajes que estava acostumado em Roma.
O hagiógrafo da santa deixou um relato comovente sobre os métodos empregados por Melania para convencer seu marido a renunciar ao luxo e adotar um vida mais modesta, e que para usasse roupas mais simples, confeccionadas por ela mesma. A família tinha levado consigo numerosos escravos que eram bem tratados. Em pouco tempo, muitas jovens, viúvas e outras 30 famílias estabeleceram-se ao redor da casa de campo de Melania, formando assim um pequeno povoado. A vila chegou a ser um centro de hospitalidade, de caridade e de vida religiosa. Melania era muito rica e seus terrenos estendiam-se a todos os pontos do império romano, mas sentia-se oprimida pela quantidade de bens terrenos. Sabia que abundância de posses fazia falta ao seus vizinhos pobres, famintos e desnudos. Estava certa de que “quando um rico dá esmola a algum pobre, na verdade está lhe pagando uma dívida” (Santo Ambrósio). Solicitou então, e obteve o consentimento de Piniano para vender algumas de suas propriedades e distribuir o dinheiro aos necessitados. Ao saber disso, os parentes a quem muito tempo não a viam, trataram de aproveitar-se daquela situação. Por exemplo, Severo, o irmão de Piniano subornou por algumas moedas alguns colonos e escravos que moravam em terrenos de Piniano, para que no momento da venda das terras se rebelassem e não reconhecessem outro senhor que não o próprio Severo. Foram tantas as dificuldades que surgiram que houve a necessidade de fazer uma apelação ao imperador Honório para que restabelecesse a ordem. Santa Melania, vestida de maneira muito simples, com uma túnica de lã e um véu na cabeça, apresentou-se a Serena, sogra do imperador, pedindo para que ela intercedesse por eles junto a Honório. Serena muito impressionada com a atitude e as palavras de Melania pediu ao imperador que a venda das terras fossem tuteladas pelo Estado, assegurando que todos os procedimento fossem legais e a distribuição do dinheiro fosse feita justamente aos pobres, aos enfermos, aos cativos, aos peregrinos, às igrejas e monastérios.
No ano 406, Melânia com seu esposo e mais algumas pessoas, passaram uma temporada com São Paulino, na cidade de Nora, no campo. São Paulino desejava que Melania e seu esposo fossem seus “hóspedes para sempre”. Chamava Melania de “pequena bendida” e “alegria dos céus”.Porém, o casal regressou a sua vila, próxima de Roma, num momento inoportuno. Mal tinham chegado à vila, tiveram que abandoná-la por causa da invasão dos godos. Refugiaram-se em outra propriedade, em Mesina onde conviveram com Rufino. Depois de quase dois anos, os godos chegaram a Calábria e incendiaram a cidade de Reggio. Melania e o esposo optaram por refugiar-se em Cartago. Morando em Cartago, se dispunham de vez em quando visitar Paulino, para consolá-lo de suas atribulações por causa da invasão. Certa vez, indo visitá-lo, uma tormenta desviou a rota do navio que atracou numa ilha, provavelmente em Lipari, repleta de piratas. Para salvar-se da prisão e evitar sua morte e de seus tripulantes, Santa Melania pagou uma boa soma em moedas pelo resgate. Depois daquela aventura, o casal se instalou na cidade de Tegaste, na Numidia, causando boa impressão entre os moradores da cidade. Certa vez Piniano, ao visitar Santo Agostinho de Hipona (que os chamou de “verdadeiras luzes da Igreja”) formou-se um burburinho porque as pessoas queriam que Piniano fosse ordenado sacerdote para exercer entre eles o seu ministério. Para acalmar as pessoas Piniano prometeu que, se algum dia fosse ordenado sacerdote, iria exercer seu ministério em Hipona. Na África, Santa Melania fundou e adotou dois novos monastérios: um masculino e outro feminino. Neles recebeu especialmente as pessoas que tinham sido seus escravos. A própria Melania vivia no monastério feminino e se sobressaia entre todas por causa de sua vida austera: alimentava-se somente a cada três dias e se ocupava em copiar livros em grego e em latim. Quinhentos anos depois, seus manuscritos circulavam ainda em vários lugares. No ano 417, em companhia de sua mãe e de seu esposo partiu da África para Jerusalém, hospedando-se numa pousada para peregrinos, próximo do Santo Sepulcro. Dali formou uma expedição com Piniano para visitar os monges do Egito. Ao voltarem, fortalecidos pelos exemplos daqueles anacoretas, Melania decidiu isolar-se fora dos muros de Jerusalém, numa vida de oração e contemplação. Sua prima Paula, sobrinha de Santa Eustáquia, foi uma dia visitá-la. Paula apresentou a Melania, em Belém, um grupo cujo formador era São Jerônimo e foi recebida com beneplácito. Conta-se que a primeira vez que se encontrou com São Jerônimo, aproximou-se dele com gestos humildes e respeitosos, ajoelhando-se diante dele para pedir a bênção.
Depois de 14 anos morando na Palestina, morreu Albina (sua mãe) e no ano seguinte Piniano (seu esposo). Melania sepultou os dois lado a lado no Monte das Oliveiras; construindo ali uma pequena cela monástica que, mais tarde, se tornou um grande convento de virgens consagradas, dirigido dor Santa Melania. Mostrou-se sempre preocupada com o bem estar e a saúde de sua congregação. Quatro anos depois da morte de seu marido, Santa Melania teve noticias de um seu tio materno chamado Volusiano que ainda era pagão e que morava em Constantinopla dirigindo uma embaixada. Decidiu então ir pessoalmente tentar convertê-lo, pois já era um ancião. Assim, viajou a Constantinopla com seu capelão e biógrafo Gerôncio a tempo de converter seu tio antes de sua morte, que aconteceu em seus braços, após o batismo. Diz-se que a vontade de Melania em converter seu tio ancião era tanta que, se fosse preciso, ela apelaria para o imperador Teodósio para intervir no assunto. Porém seu tio Volusiano disse a sua sobrinha:
“Não deves forçar a boa e livre vontade que Deus te deu. Estou pronto e ansioso para limpar as inumeráveis manchas de minha alma. E faço isso não por mandato do imperador, pois se assim fosse, seria por obrigação e não por mérito e vontade.”
Na véspera da Natividade de 439, Santa Melania estava em Belém, e depois da Missa da manhã, disse à Paula que sua morte estava próxima. No dia de Santo Estevão, assistiu a missa em sua basílica e, depois, estando já no convento, leu junto com suas irmãs o relato de seu martírio, no Novo Testamento. Ao terminar a leitura, todas se aproximaram de Melania para desejar-lhe felicidades, e ela respondeu:
“O mesmo eu desejo para vós, porém, não escutareis outra vez mais de minha boca esta leitura”.
Naquele mesmo dia, fez uma última visita a alguns monges e, já na volta, encontrava-se muito enfraquecida. Reuniu todas as irmãs e pediu que por ela orassem “porque já iria para o Senhor”. Falou brevemente que, “se alguma vez havia falado palavras severas, só o havia feito por amor” e concluiu dizendo:
“Bem sabe Deus que não valho nada e não me atrevo a me comparar com uma boa mulher e nem com as que vivem sobre a terra. Porém, o inimigo, no juízo final, não poderá me acusar de nenhum dia ter-me deitado com rancor em meu coração".
No domingo seguinte, bem cedo, quando o sacerdote celebrava a missa, com a voz entrecortada pelos soluços, Melania pediu que ele pronunciasse melhor as palavras rituais, pois ela não podia ouvir direito. Recebeu durante todo aquele dia muitas visitas, até que disse: “Agora, deixem-me descansar em paz”. Na hora nona, ao cair da tarde, repetindo as palavras de Jó, “como o Senhor quer, que assim seja”, morreu tranquilamente. Tinha então 56 anos de idade.
† † †
Ofício de Típica
Presbítero: †Bendito seja nosso Deus, eternamente,
agora e sempre e pelos séculos dos séculos!
Leitor: Amém!
Glória a Ti, nosso Deus, glória a Ti.
Rei Celestial, Consolador, Espírito
da Verdade, Presente em tudo e ocupando todo lugar, Tesouro dos bens e Doador
da vida: Vem e habita em nós, purifica-nos de toda impureza e salva as nossas
almas, Tu que És bom.
Santo Deus, Santo Forte, Santo
Imortal,
tem piedade de nós! (3x)
Glória ao †Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,
agora e sempre e pelos séculos dos
séculos. Amém!
Santíssima Trindade tem piedade de
nós. Senhor purifica-nos de nossos pecados. Mestre perdoa-nos as nossas
iniquidades. Tu que És Santo, vista e cura as nossas enfermidades pelo Teu
Nome.
Senhor, tem piedade! (3x)
Glória ao †Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,
agora e sempre e pelos séculos dos
séculos. Amém!
†Pai
nosso que estás nos Céus...
Kyrie, Eléison! (12x)
Glória ao †Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,
Agora e sempre e pelos séculos dos
séculos. Amém!
Vinde, adoremos e prostremo-nos
diante de Deus nosso Rei! / Vinde, adoremos e prostremo-nos diante de Cristo
nosso Rei e nosso Deus! / Vinde, adoremos e prostremo-nos diante de Cristo
nosso Rei! e nosso Deus.
Primeira Antífona (Salmo 102)
Coro: Bendiz, ó minha alma, ao Senhor, / Tu És bendito Senhor.
Bendiz, ó minha alma, ao Senhor / E
que tudo que em mim existe / Bendiga o Seu o santo Nome.
Bendiz, ó minha alma, ao Senhor / E
não esqueças nenhum dos Seus benefícios.
É Ele que perdoa todas as tuas
iniquidades / E cura todas as tuas enfermidades.
Quem resgata a tua vida da corrupção /
E te coroa de misericórdia e benignidade.
Quem sacia de bens o teu desejo / De
sorte que a tua mocidade se renove como a águia.
O Senhor É cheio de compaixão e de
misericórdia, / É magnânimo e misericordioso.
Bendiz, ó minha alma, ao Senhor / E
que tudo que em mim existe / Bendiga o Seu o santo Nome. /
Bendito sejas Tu, ó Senhor!
Leitor: Glória ao †Pai e ao Filho e ao Espírito Santo...
Salmo 145
Coro: Louva, ó minha alma, ao Senhor. / Louvarei ao Senhor durante a
minha vida / Cantarei louvores ao meu Deus enquanto viver.
Não confieis em príncipes nem em
filhos de homens, / Em quem não há salvação.
Sai-lhes o espírito, e eles tornam ao
seu pó; / Nesse mesmo dia, perecerão os seus pensamentos.
Bem-aventurado aquele cujo auxílio É o
Deus de Jacó / E cuja esperança está posta no Senhor, seu Deus.
Que fez os céus e a terra, / O mar e
tudo quanto há neles.
E que guarda a verdade para sempre; /
Que faz justiça aos oprimidos; / Que alimenta os famintos.
O Senhor liberta os cativos; / O
Senhor dá sabedoria aos cegos; / O Senhor levanta os abatidos; / O Senhor ama
os justos.
O Senhor protege os estrangeiros; /
Ampara o órfão e a viúva, / Ele destruirá o caminho dos pecadores.
O Senhor reinará eternamente; / O teu
Deus, ó Sião, de geração em geração.
Leitor: Agora e sempre e pelos séculos dos
séculos. Amém.
O Unigênito
Ó Filho Unigênito e Verbo de Deus, /
que Sendo imortal, / para a nossa salvação, / sem deixares de Ser Deus, / Te
fizeste homem, / nascendo da sempre Virgem Maria; / e foste crucificado, ó
Cristo, nosso Deus, / que pela a morte venceste a morte. / Pois, Tu És Um da Santíssima
Trindade, / glorificado com o Pai / e o Espírito Santo. / Salva-nos!
Bem-Aventuranças
No Teu Reino, lembra-Te de nós,
Senhor!
Bem-aventurados os pobres em
espírito, / Porque deles é o Reino dos Céus.
Bem-aventurados os que choram, /
Porque serão consolados.
Bem-aventurados os mansos, / Porque
herdarão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e
sede de justiça, / Porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos, /
Porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração,
/ Porque verão a Deus.
Bem-aventurados os obreiros da paz, /
Porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que sofrem
perseguição por causa da justiça, / Porque deles é o Reino dos Céus.
Bem-aventurados sereis vós, / Quando
vos insultarem e perseguirem, / E mentindo, disserem todo o gênero de calúnias
contra vós, por Minha causa. / Exultai e alegrai-vos, / Porque será grande a vossa recompensa
no Reino dos Céus.
Glória ao †Pai e ao Filho e ao Espírito Santo...
Agora e sempre e pelos séculos dos
séculos. Amém!
No Teu reino, lembra-Te de nós,
Senhor!
Canto de Entrada
Coro: Vinde e adoremos e prostremo-nos / diante de Cristo!
Salva-nos, ó Filho de Deus, / que
nasceste de uma Virgem, / a nós que a Ti cantamos: / Aleluia!
Tropárion da Ressurreição (Modo 4)
As santas
mulheres discípulas do Senhor, / recebendo do Anjo a boa-nova da Ressurreição /
correram orgulhosas / dizer aos Apóstolos: / “a morte está vencida, / pois
Cristo nosso Deus ressuscitou, // concedendo ao mundo a Sua infinita
misericórdia”.
Tropárion de São Mateus (Modo 3)
Ó Santo
Apóstolo Mateus…
Kondákion da Ressurreição (Modo 4)
Meu
Salvador e Libertador, / como Deus Tu libertaste de suas amarras aqueles
nascido na terra, /e partiste em pedaços os portões do Inferno, / e
ressuscitaste ao terceiro dia // como Mestre.
Glória ao †Pai e ao Filho e ao Espírito Santo...
Kondákion de São Mateus (Modo 4)
Deixando
os laços da alfândega para adquirir o jugo da Justiça, / tu te revelaste um
excelente comerciante, rico da Sabedoria do Alto; / proclamaste a Palavra da
Verdade / e pela narrativa da hora do Juízo // despertaste as almas indolentes.
Agora e
sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!
Hino à Virgem
Ó
Admirável Protetora dos Cristãos...
Triságion
Vós todos
que fostes batizados em Cristo, / vos revestistes de Cristo. / Aleluia!
Epístola
Diácono: Sapiência!
Leitor:
Prokímenon
Modo 4
Ó,
Senhor, quão harmoniosas as Tuas obras!
Feitas,
todas, com sabedoria. (Sl. 103. 24)
Bendiz ó
minha alma ao Senhor,
Senhor
meu Deus, Tu És infinitamente grande! (Sl. 103. 1)
Leitura
da Epístola de São Paulo aos Gálatas (1:11-19)
Mas faço-vos
saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os
homens. Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de
Jesus Cristo. Porque já ouvistes qual foi antigamente a minha conduta no
judaísmo, como sobremaneira perseguia a igreja de Deus e a assolava. E na minha
nação excedia em judaísmo a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso
das tradições de meus pais. Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de
minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça, Revelar seu Filho em mim,
para que o pregasse entre os gentios, não consultei a carne nem o sangue, Nem
tornei a Jerusalém, a ter com os que já antes de mim eram apóstolos, mas parti
para a Arábia, e voltei outra vez a Damasco. Depois, passados três anos, fui a
Jerusalém para ver a Pedro, e fiquei com ele quinze dias. E não vi a nenhum
outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor.
Aleluia
Aleluia,
aleluia, aleluia!
O Senhor
te ouça no dia da tribulação
Te
proteja o Nome do Deus de Jacó!
Aleluia,
aleluia, aleluia!
Salva,
Senhor, o Teu Povo,
E abençoa
a Tua Herança!
Aleluia,
aleluia, aleluia!
EVANGELHO
Leitura
do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, conforme o Apóstolo e Evangelista Mateus
(2:11-23)!
Coro: Glória a Ti, Ó Senhor, Glória a Ti!
E, tendo
eles se retirado, eis que o anjo do Senhor apareceu a José num sonho, dizendo:
Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito, e demora-te lá até
que eu te diga; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. E,
levantando-se ele, tomou o menino e sua mãe, de noite, e foi para o Egito. E
esteve lá, até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da
parte do Senhor pelo profeta, que diz: Do Egito chamei o meu Filho. Então
Herodes, vendo que tinha sido iludido pelos magos, irritou-se muito, e mandou
matar todos os meninos que havia em Belém, e em todos os seus contornos, de
dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos.
Então se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias, que diz: Em Ramá se
ouviu uma voz, Lamentação, choro e grande pranto: Raquel chorando os seus
filhos, E não quer ser consolada, porque já não existem. Morto, porém, Herodes,
eis que o anjo do Senhor apareceu num sonho a José no Egito, Dizendo:
Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e vai para a terra de Israel; porque já
estão mortos os que procuravam a morte do menino. Então ele se levantou, e
tomou o menino e sua mãe, e foi para a terra de Israel. E, ouvindo que Arquelau
reinava na Judéia em lugar de Herodes, seu pai, receou ir para lá; mas avisado
num sonho, por divina revelação, foi para as partes da Galiléia. E chegou, e
habitou numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito pelos
profetas: Ele será chamado Nazareno.
Coro: Glória a Ti, Ó Senhor, Glória a Ti!
Hino Dos Querubins
Coro: Nós que misticamente representamos os
Querubins / E cantamos à vivificante Trindade o hino Triplamente Santo, /
Afastemos de nós /Todo o pensamento mundano, / A fim de acolhermos o Rei do
Universo / Invisivelmente escoltado pelos coros angélicos. // Aleluia! Aleluia!
Aleluia!
Comemoração Dos Vivos E Dos Mortos
Diácono: Lembra-Te, Senhor Jesus Cristo, nosso Deus, das Tuas misericórdias
e da Tua compaixão que são pelos séculos dos séculos, pelas quais Tu Te
tornaste homem e quiseste suportar a crucifixão e a morte pela salvação
daqueles que corretamente creem em Ti. Ó, Tu que tendo ressuscitado dos mortos
ascendeste aos céus onde estás sentado à direita de Deus Pai, vê as humildes
súplicas daqueles que Te clamam de todo o coração; inclina o Teu ouvido e ouve
as humildes súplicas deste Teu servo inútil, como um perfume de espiritual
suavidade que Te ofereço por todo o Teu povo.
Lembra-Te primeiro da Tua Igreja
Santa, Católica e Apostólica que Tu nos proporcionaste pelo Teu precioso
sangue: estabelece, fortalece, expande, aumenta, pacifica e mantêm-na
invencível aos portões do hades. Abranda as dissensões das igrejas, apaga a
fúria das nações, destrói prontamente as sementes das heresias, e aniquila-as
pelo poder do Teu Espírito Santo.
Coro:
Senhor, tem piedade! (E assim a cada súplica)
Lembra-Te, ó Deus, e tem piedade do
Brasil, dos seus Governantes, das forças de segurança e de todos os seus
habitantes. Lembra-Te, também, de todos os Chefes de Estado em todas as partes
do mundo, a fim de que possamos levar uma vida tranquila e pacífica na Fé verdadeira,
com toda a piedade e honestidade.
Salva, Senhor, e tem misericórdia dos
Bispos Ortodoxos, Presbíteros, Diáconos, Monges e Monjas, assim como de todos
os que servem na Tua Igreja. Lembra-Te, igualmente daquele a quem Tu escolheste
para pastorear Teu rebanho espiritual; e por suas orações, tem misericórdia de
nós e salva os pecadores que somos.
Salva, Senhor, e tem misericórdia do
Pároco de nossa Igreja, Padre Mateus; e por suas orações, tem piedade de nós,
miseráveis que somos.
Salva, Senhor, e tem piedade de
nossos pais espirituais e por suas orações, perdoa os nossos pecados.
Salva, Senhor, e tem piedade de todos
aqueles que se afadigam e oferecem seus talentos em nossa Paróquia, nossos
irmãos e irmãs, e de todos os Fiéis em Cristo Jesus.
Salva, Senhor, e tem misericórdia de
nossos pais, irmãos e irmãs, familiares segundo a carne, de todos os vizinhos,
das nossas famílias e amigos, e concede-lhes Teus bens terrenos e espirituais.
Salva, ó Senhor, e tem misericórdia
segundo a multidão das Tuas bênçãos, de todos os padres, monges e monjas, e de
todos os que vivem na virgindade, devoção e jejum nos mosteiros, nos desertos,
nas cavernas, nas montanhas, nos pilares, nas ermidas, nas fendas das rochas, e
de todos que vivem segundo a verdadeira e correta Fé em todos os lugares do Teu
domínio, orando e te servindo com devoção. Alivia os seus fardos, consolai-os
nas suas aflições; e concede-lhes força, poder e perseverança em suas lutas; e
por suas orações nos conceda a remissão de nossos pecados.
Salva, Senhor, e tem misericórdia do
idoso e do jovem; do pobre e indigente, dos órfãos e das viúvas; dos leprosos,
dos epiléticos e portadores de distúrbios neurais, dos escravizados pelas
drogas e daqueles que sofrem de tristeza
por infortúnio e tribulação; dos que estão em situação difícil e em cativeiro,
nas prisões, reformatórios, hospitais psiquiátricos; e, especialmente, daqueles
Teus servos que por salvaguardarem a Ti e a Fé Ortodoxa, são perseguidos pelos
povos ateus, pelos apóstatas e pelos heréticos. Lembra-Te deles, visita-os,
fortalece-os, conforta-os e pelo Teu poder concede-lhes, prontamente, o alívio
e a liberdade.
Salva, ó Senhor, e tem misericórdia
daqueles que nos fazem o bem, dos que se compadecem de nós, daqueles dos quais
provém o nosso sustento e nos socorrem em nossas necessidades; dos que – apesar
de nossa indignidade – nos pedem para orar por eles: dá-lhes Tua graça e concede-lhes a realização
de todos os seus pedidos que conduzem à salvação e à realização da felicidade
eterna.
Salva, ó Senhor, e tem piedade de
todos em nossa Paróquia, de todos os Cristãos Ortodoxos e dos Pregadores e
Evangelistas que estão viajando a Teu serviço.
Salva, ó Senhor, e tem misericórdia
daqueles a quem cada um de nós tem ofendido ou escandalizado com a nossa
loucura ou imprudência, dos que se encontram afastados do caminho da salvação
por nossa causa, e também daqueles que por nossos atos foram induzidos à
maldade e à corrupção. Por Tua Divina providência restaura-os novamente para o
caminho da salvação.
Salva, Senhor, e tem piedade daqueles
que nos odeiam, nos ofendem e que nos fazem o mal: que eles não pereçam por
culpa dos pecadores que somos.
Ilumina com a luz da Graça a todos os
apóstatas da Fé Ortodoxa e daqueles que foram cegados pelas heresias
perniciosas, e junta-os à Tua Santa, Apostólica e Católica Igreja.
Lembra-Te, Senhor, daqueles que
partiram desta vida: Reis e Rainhas Ortodoxos, Príncipes e Princesas;
Patriarcas, Metropolitas, Arcebispos e Bispos, Presbíteros e Diáconos; dos que
Te serviram no estado monástico e dos fundadores desta Igreja que já partiram.
Concede-lhes o repouso junto aos Teus santos nos Teus tabernáculos eternos.
Lembra-Te, Senhor, da alma dos Teus
servos falecidos, dos nossos pais e de nossa parentela segundo a carne.
Perdoa-lhes as transgressões voluntárias e involuntárias, concede-lhes o Reino
e herança dos Teus bens eternos e as delícias da Tua vida eterna e bendita.
Coro: Amém.
Credo Niceno-Constantinopolitano
Coro: Creio em Um Só Deus, †Pai todo-poderoso, / Criador do céu e da terra, // E de todas as
coisas visíveis e invisíveis.
E em Um Só Senhor, †Jesus Cristo, / Filho Unigênito de
Deus, / Gerado do Pai antes de todos os séculos: / Luz da luz, Deus verdadeiro
de Deus verdadeiro, / Gerado, não criado, / Consubstancial ao Pai, / Por Quem
todas as coisas foram feitas. / E, por nós, homens, / E para a nossa salvação,
desceu dos céus: / E encarnou pelo Espírito Santo e da Virgem Maria, / E se fez
homem. / Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; / Padeceu e foi
sepultado. / E ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras. / E
ascendeu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. / De novo há de vir, em
Sua glória, / Para julgar os vivos e os mortos; // E o Seu reino não terá fim.
E no †Espírito Santo, Senhor Vivificante, / Que procede do Pai; / E com
o Pai e o Filho É conjuntamente adorado e glorificado, // E que falou pelos
profetas.
E na †Igreja una, santa, católica e apostólica. / Confesso um só batismo
para a remissão dos pecados. / Espero a ressurreição dos mortos; // E a vida do
século que há de vir. Amém.
Leitor: Apaga, perdoa e esqueça, ó Deus, nossas ofensas, voluntárias e
involuntárias, conscientes ou inconscientemente, em ações e palavras, quer de
dia ou de noite, em mente e pensamento; perdoa-nos todas as coisas, pois Tu És
bom e Amante da humanidade.
Pai Nosso
Coro: †Pai
nosso que estás nos Céus...
Presbítero: Pois, Teu é o Reino e o Poder e a Glória...
Leitor: Senhor, tem piedade! (12x)
Ó Santíssima Trindade, Soberania
Consubstancial, Reino indivisível, Fonte de todo bem: Revela Tua bondade aos
pecadores que somos, torna firme os nossos corações, conceda-nos entendimento,
retira de nós toda imundície e ilumina nossas mentes para que possamos Te
adorar e glorificar, entoando:
Coro: †Um Só É Santo, / †Um Só É o Senhor, Jesus Cristo, / Para
a glória de Deus Pai. Amém.
Bendito Seja o Nome do Senhor, / Agora
e sempre e pelos séculos dos séculos (3x)
Glória ao †Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,
Agora e sempre e pelos séculos dos
séculos. Amém!
Salmo 33
Bendirei o Senhor em todo o tempo. /
Seu louvor sempre em minha boca estará. / Minha alma se gloria no Senhor; / Que
os mansos isto escutem e se alegrem.
Celebremos s maravilhas do Senhor, /
e juntos exaltemos o Seu Nome. / Busquei o Senhor e Ele me ouviu; / e de todas
as angústias me livrou.
Vinde a Ele e sereis iluminados; / E
envergonhados vossos rostos não serão. / Este pobre gritou e o Senhor ouviu, /
E de todas as angústias me libertou.
O Anjo do Senhor vem acampar / Ao
redor dos que O temem, e os salva. / Provai, e vede quão suave É o Senhor; /
Feliz o homem que n’Ele confiar.
Temei ao Senhor todos os Seus santos,
/ Porque nada faltará aos que O temem. / Os ricos empobrecem e passam fome, /
Mas os que buscam o Senhor bem algum lhes faltará.
Glória ao †Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,
Agora e sempre e pelos séculos dos
séculos. Amém!
Senhor, tem piedade! (3x)
Leitor: Pelas orações de nossos Santos Padres, ó †Senhor Jesus Cristo, tem piedade de
nós e salva-nos!
Hino À Virgem
Verdadeiramente é digno e justo que
te bendigamos, / ó Bem-aventurada Mãe de Deus. / Tu mais venerável que os
Querubins, / e, incomparavelmente, mais gloriosa que os Serafins. / Deste à luz
o Verbo de Deus, / conservando intacta a glória da tua virgindade. // Nós te
magnificamos, ó verdadeira Mãe de Deus.
Glória ao
†Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,
agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!
Senhor,
tem piedade! (3x)
Mestre,
dá-nos a tua bênção!
Presbítero:
Que Aquele que nasceu de uma Virgem, pelas orações da Sua
Mãe Puríssima, de São Mateus, nosso Patrono, dos Justos José, o Noivo; Davi, o rei e Tiago, o irmão do Senhor, e todos os santos, tenha piedade de nós e nos salve, pois, Ele É
bom e Amante da Humanidade.
Coro: Amém.
† † †


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